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É o limite que separa duas massas de ar – uma quente, que perde espaço, e outra fria, que avança. Trata-se de um mecanismo natural da atmosfera para compensar diferenças de temperatura no planeta. Avançando com velocidades de até 30 km/h, o ar frio e seco, mais denso, empurra a massa quente e leve para cima.
Se houver umidade suficiente, a passagem da frente causa chuvas intensas, com direito a granizo, raios e trovões. Mas as mais severas podem provocar quedas de até 10ºC em apenas uma hora – como bem sabe quem já amaldiçoou uma frente fria por ter arruinado o fim de semana.
No Brasil, as regiões mais atingidas pelo fenômeno são o Sudeste e o Sul, onde também podem ocorrer geadas. Isso acontece porque, na América do Sul, a maioria das frentes frias se origina nas latitudes médias, ao extremo sul do continente. Com seu avanço, contudo, as frentes perdem energia e velocidade e o contato com o solo quente reduz o frio das massas de ar. Por isso é tão raro uma frente fria chegar até o Nordeste.
Não se pode evitá-las, mas já dá para se preparar melhor contra essas baforadas geladas da atmosfera. Hoje, a meteorologia consegue prever com cerca de cinco dias de antecedência a chegada de uma frente fria ao país.