| Publicidade | Anuncie |
Guia de profissões Consulte o Orientador Testes de profissões Serviços Cursinhos Centros de orientação profissional
Melhores Universidades GE Enade
Enem Atualidades História Literatura Redação Geografia Simulados

CONSTITUIÇÃO DE 1891
Em 1890 havia sido eleita uma Assembléia Constituinte para elaborar o projeto da nova Constituição republicana. Após muitas discussões, em fevereiro de 1891 a segunda Constituição brasileira - a primeira da República - foi promulgada. O texto, inspirado na tradição republicana dos norte-americanos, definia o Brasil (oficialmente Estados Unidos do Brasil) como uma República Federativa, presidencialista, com voto aberto e sufrágio universal. A nova Constituição também estabelecia a divisão em três poderes: Executivo, exercido pelo presidente eleito por voto direto para um mandato de quatro anos; Legislativo, formado pelo Congresso Nacional (Câmara e Senado) e eleito pelo povo; e Judiciário, exercido pelos juízes federais sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
O GOVERNO DEODORO DA FONSECA
No dia seguinte à promulgação da Constituição, Deodoro da Fonseca foi eleito indiretamente presidente do Brasil - de acordo com a nova lei, o Congresso elegeria por voto indireto o primeiro governante. No curto período em que ocupou o cargo, Deodoro enfrentou dura oposição, que tentou silenciar por meio de um golpe de Estado: em novembrode 1891, ele fechou o Congresso e determinou estado de sítio. Mas, apesar do apoio de parte das oligarquias, o golpe enfrentou a resistência do próprio Exército, chefiada pelo vice-presidente, marechal Floriano Peixoto, e Deodoro renunciou ao cargo.
O GOVERNO FLORIANO PEIXOTO
Ao assumir, Peixoto reintegrou o Congresso e suspendeu o estado de sítio. Segundo a Constituição, o marechal deveria convocar novas eleições, mas não o fez. Com uma política centralizadora e voltada para um Executivo forte, o presidente governou com mão de ferro e usou o apoio popular para radicalizar a luta contra os setores monarquistas, acusados de conspirar contra o novo regime.
No âmbito econômico e social, Peixoto implementou reformas que favoreceram a nova burguesia e as classes média e pobre. Ele lançou uma política de protecionismo alfandegário, de empréstimos às indústrias e abaixou os preços do peixe e da carne. Mas, apesar de ter conquistado o apoio de muitos setores da sociedade, o presidente enfrentou críticas por sua insistência em continuar no poder e teve de lidar com rebeliões e protestos até o fim do mandato, em 1894.
Revolta da Armada - Em setembro de 1893, algumas unidades da Marinha do Rio de Janeiro exigiram a imediata convocação dos eleitores para a escolha dos governantes. Entre os revoltosos estavam os almirantes Saldanha da Gama e Custódio de Melo, ex-ministro da Marinha e candidato declarado à sucessão do presidente Floriano Peixoto. A revolta conseguiu pouco apoio no Rio de Janeiro. Sem chance de vitória, os revoltosos dirigiram-se ao Sul. Alguns efetivos desembarcaram em Desterro (atual Florianópolis) e tentaram, inutilmente, articular-se com os federalistas gaúchos. Floriano adquiriu novos navios no exterior e, com eles, derrotou a revolta, em março de 1894.
Revolta Federalista - No Rio Grande do Sul, dois partidos disputavam o poder. De um lado, os federalistas (maragatos) reuniam a velha elite do Partido Liberal do Império e, de outro, o Partido Republicano Rio-Grandense (pica-paus) agrupava os republicanos históricos, participantes do movimento pela proclamação da República. Em fevereiro de 1893, ano da campanha eleitoral para o governo estadual, os federalistas iniciaram sangrento conflito com os republicanos, que evoluiu para uma guerra civil. Floriano Peixoto recusou o pedido dos maragatos de intervenção federal no estado e apoiou os pica-paus. Os maragatos avançaram sobre Santa Catarina e Paraná e uniram-se aos rebeldes da Revolta da Armada. Chegaram a tomar Curitiba, mas recuaram por falta de recursos (soldados, armas e suprimentos). Em 1895, o novo presidente, Prudente de Moraes, conseguiu um acordo de paz e anistiou os participantes do movimento.